
08/dez/2009
Parceria entre IPT, Secretaria
de Segurança e Motorola cria sistema de rastreamento de
custódia de provas criminais por radiofreqüência.
Agora passa por testes.
Uma parceria formada pela empresa Motorola S.A., a Secretaria
de Segurança Pública do Estado de São Paulo,
representada pela Superintendência da Política Técnico-Científica,
e o IPT permitiu o desenvolvimento de uma tecnologia para auxiliar
o controle de rastreamento de provas criminais.
Nos últimos anos, com o avanço das tecnologias e
da metodologia de trabalho da perícia técnico-científica,
juntamente com a valorização do papel do perito
criminal, as evidências em cenas de crime tornam-se decisivas.
Estudo e acompanhamento das provas são feitos de maneira
objetiva. Assim, o cuidado com os vestígios que sirvam
de evidências criminais é fundamental para os órgãos
de segurança pública.
Desenvolveu-se um Sistema de Gestão Local, que administrará
os atores envolvidos e suas ações. Será responsável
por localizar em tempo real as provas e os funcionários
dentro da unidade de perícia, validar, cancelar e registrar
as permissões de movimentação, autorizar
os crachás, efetuar os logins dos usuários e atualizar
os registros de lacres de identificação.
Para o controle geral das movimentações foi desenvolvido
o Sistema de Gestão Central (SCG), que permite o levantamento
e a elaboração de históricos de movimentação
das provas, por unidade de perícia. Será de responsabilidade
deste Sistema a administração de dados estatísticos
e, também, o controle e manutenção dos direitos
de acesso e autorização para manipulação
os dados. O Sistema de Gestão Central controlará
os sistemas entre as unidades e verificará a localização
de cada prova. No momento em que determinada prova sai de uma
unidade e entra em outra, o sensor da última fará
o registro e enviará ao SGC. Outra façanha deste
Sistema é a definição da trajetória
das provas, caso houver a permissão de transporte, dentro
das unidades. Assim, se essa prova for parar em um local que não
foi definido, o alarme junto ao sensor soará automaticamente.
Manuseio das provas
Na cena do crime, a prova é coletada e recebe o tradicional
lacre de identificação. No momento que ela entrar
na unidade de perícia, receberá outro lacre com
o dispositivo de rastreamento por radiofrequência, que será
detectado pelos sensores de passagem com leitor RFID. Eles estarão
em lugares estratégicos como portas de salas e nas unidades.
Ao ser transportado e levado para outro local, para análise
por exemplo, o lacre de identificação é trocado
e outro registro é feito no sistema.
O rastreamento dos funcionários é feito por meio
dos crachás de identificação, como forma
de especificar a localização das provas e controlar
os direitos de acesso a cada uma das evidências. Desta forma,
além de localizar as provas individualmente, é possível
saber, no caso de transporte, quem é o portador. Se uma
pessoa não identificada ou não autorizada movimentar
a prova, um alarme instalado junto aos sensores será acionado
automaticamente.
O modelo descrito é inovador e surgiu do encontro de idéias
dos membros da equipe e do Laboratório, conforme os requisitos
e necessidades da Polícia Técnico-Científica.
Para Faquim, as pessoas da equipe foram fundamentais para o planejamento
e desenvolvimento do projeto. A convergência delas com suas
diferentes experiências trouxe o elemento novo para o projeto.
(Portal IPT, Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado
de São Paulo / SP)